No Limbo do Teletrabalho

Nos tempos que correm, rara é a empresa que não coloque à disposição dos seus colaboradores um computador portátil para apimentar o trabalho flexível. Com o aparecimento das novas tecnologias e a entrada na chamada Era Digital, surge a possibilidade de serem realizadas atividades a partir de qualquer local (ou quase!). Estes facilitismos trazem não só benefícios como contratempos, tanto para a empresa como para o trabalhador, surgindo assim aquilo a que chamo, se me permitem, de “O Limbo do Teletrabalho”.

Este limbo, como tudo na vida, é então constituído por uma margem positiva e entusiasta do teletrabalho e nela podemos encontrar na esfera do empregador a minimização de custos (luz, água, rendas, etc.) e do número de acidentes de trabalho, e na esfera do trabalhador, a diminuição de custos (transporte, almoços, etc.), do tempo perdido em deslocações e o aumento da integração entre a vida profissional vs vida pessoal, entre outros. Vejam que são só regalias! Mas não, pois vêm os que são mal dizentes do teletrabalho, os da margem negativa deste limbo, dizer que existe um acentuar do mau clima entre a entidade empregadora e o trabalhador, no que concerne à desconfiança do trabalho realizado pelo trabalhador (quer no que respeita a funções, quer a tempos de trabalho), ou seja, aquele chefe que vos liga de hora a hora para saber o que estão a fazer (quem nunca?) e a nível do trabalhador aponta-se o isolamento social a nível das relações interpessoais no trabalho, a degradação da saúde mental, a quebra da limitação entre a vida profissional e a vida pessoal do trabalhador, bem como dos horários de trabalho (que tendem a estender-se para lá do expectável). É ainda de referir o impacto ao nível das condições de trabalho no que respeita ao espaço físico de trabalho e ao ambiente familiar (quem tem filhos percebe perfeitamente o que digo, certo?).

E onde se encontra a Knower™ neste limbo? A Knower™, fazendo parte do Grupo Wellow™ vê o tema do teletrabalho assente em dois princípios, o da flexibilidade de horário e o da flexibilidade de local de trabalho. Assim, trabalhar na Knower™, em período pandémico e pós-pandémico, é trabalhar sobre dois pressupostos em mente, o da autonomia e o da responsabilização de cada pessoa na escolha, adaptação e implementação do modelo de trabalho mais ajustado à sua área de negócio e ainda ao seu bem-estar individual. Para que seja colmatada a distância física e fomentada uma colaboração mais eficaz entre os diferentes trabalhadores, o Grupo Wellow™ tem definido que pelo menos 1 dia por semana de trabalho, o trabalhador se desloque ao escritório.

Sendo defensor acérrimo do Teletrabalho, encontrei na empresa liberdade de escolha sem julgamentos, adaptando a minha vida pessoal e profissional de forma equilibrada e regrada. Sei distinguir perfeitamente os prós e os contras do teletrabalho, mas ao mesmo tempo tenho desenvolvido estratégias para minimizar aquele que acho ser o ponto mais negativo do teletrabalho, a quebra das relações interpessoais.

Eu e a minha equipa adaptámos o nosso trabalho e vimos no Microsoft Teams uma ferramenta fantástica para almoçaradas, reuniões e o belo café pela manhã. Se tenho saudades de estar na Sede? Tenho! Mas se fosse obrigado a estar a 100% no local de trabalho não poderia estar a escrever-vos este artigo com vista para um prado imenso alentejano à minha frente e certamente não seria tão “Eu”.

E vocês? Estão neste limbo ou fora dele?

Nota: Se estão em teletrabalho, tenham cuidado para que nunca se esqueçam do carregador do portátil no vosso local de trabalho, esse sim considero ser um grande problema.

Daniel Nicolau Consultant - Payroll and Billing